Editora Intrínseca | Skoob | Compare e Compre: SaraivaSubmarinoLivraria Cultura | Classificação: 3/5

Essa semana vou resenhar o livro A Culpa das Estrelas, do autor John Green, publicado pela editora Intrínseca em 2013 e adaptado para os cinemas em 2014, com os atores Shailene Woodley e Ansel Elgort.


Hazel Grace foi diagnosticada com câncer aos treze anos, agora aos dezesseis, sobrevive graças uma droga revolucionária. Ela sabe que o câncer é terminal, então passa seus dias vendo TV e lendo Uma Aflição Imperial - seu livro preferido que deixa muitas perguntas sem respostas -. Mas sua vida muda totalmente quando conhece o jovem Augustus Waters em um grupo de apoio à criança com câncer.

Me apaixonei do mesmo jeito que alguém cai no sono: Gradativamente e de repente, de uma hora para a outra.

O livro é narrado em primeira pessoa segundo a visão de Hazel, uma adolescente mimada que reclama muito, é bem cansativo ler através do seu ponto de vista. Já Gus me conquistou pelo jeito como ele vê o mundo, seus sonhos e desejos são simples e puros, e seus medos parecem tão bobos comparados a situação que ele vive.


Até a metade do livro a leitura foi bem chata, fiquei na expectativa de acontecer o boom que todos estavam falando, mas não veio. A narrativa só melhorou com a viagem do casal a Amsterdã para encontrar Peter Van Houten, o autor de Uma aflição imperial, e tentar descobrir as respostas que desejam.

Meus pensamentos são estrelas que não consigo arrumar em constelações.

Acredito que a intenção do autor foi nos fazer pensar, refletir sobre a vida, rever nossos conceitos e valorizar quem amamos, mas não foi o que aconteceu realmente, o livro se tornou um romance clichê como qualquer outro, previsível e apelativo.


Alguns infinitos são maiores que outros.

Apesar de não ter me apaixonado pela narrativa e não ter gostado da maioria dos personagens, duas coisas me conquistaram: as belas frases, na maioria ditas pelo Gus e a reviravolta do livro, John Green mostrou que tem umas cartas na manga e o romance que começou chato teve um final bem surpreendente.


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